A alimentação das nossas galinhas em regime de Modo Criação Biológica

Galinhas em Modo Criação Biológico

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Alimentação biológica para galinhas

Alguns alimentos que podemos ter ao dispor das nossas galinhas podem ser facilmente cultivados. Na horta em modo de criação biológica, podemos semear por exemplo: o milho, o girassol, os legumes, as plantas aromáticas e ainda assim de qualquer modo, deve-se deixar crescer as urtigas que também são benéficas. Podemos também ter possibilidade de obter cereais de uma quinta de produção biológica ou biodinâmica (em Portugal temos a Herdade do Carvalhoso).  Nós fazemos a nossa própria mistura para a alimentação das galinhas Pedrês Portuguesa com base no valor nutricional de cada um dos cereais e não só:

O trigo:

É o cereal que as galinhas preferem, mais pela sua consistência agradável do que pelo seu gosto. Tem o mais alto teor da albumina entre todos os cereais, mas a cevada ultrapassa-o em certos pontos. Administrado sozinho e em abundância provoca diarreias.

O milho:

É um excelente alimento para todas as aves de capoeira. A sua proporção na ração não deve contudo ser muito alta porque engorda.

A cevada:

Rica em aminoácidos essenciais, tem um efeito favorável sobre a postura, o tamanho dos ovos, a muda das penas e o corpo. Posta de molho na véspera em cinco vezes o seu volume de água, aquecida em lume brando durante quatro horas, a cevada inchada é um elemento precioso da ração “húmida” e é melhor assimilada sob esta forma. Podemos prepará-la para vários dias e guardá-la no frigorífico.

A aveia:

Tem um grande valor energético, mas as galinhas não a apreciam muito devido à sua película. Gostam mais dos flocos de aveia. A vitamina E, que contém em abundância, favorece a fertilidade, a fecundação e tem um efeito muito positivo da eclosão. Os pequenos flocos de aveia é um excelente alimento para os pintos.

Os cereais germinados:

Todos os cereais podem ser postos a germinar quando, no inverno, não é possível substituir as verduras por qualquer outro alimento com o mesmo valor. Até o centeio, que as galinhas desdenham habitualmente, agrada-lhes uma vez germinado. Um terço da ração habitual deve ser posto de molho durante 24 horas, depois espalhado, por exemplo numa cesta de vime para a fruta, a uma temperatura ambiente de 15º a 20º C, com humidade constante. Os gérmens, que têm 1 a 2 cm, depois de 4 a 5 dias, estão prontos para serem servidos de banquete às galinhas. Para um fornecimento constante de cereais germinados, são necessários 5 a 6 cestas a fim de se fazerem semeadoras escalonadas. Os cereais germinados rentabilizam o custo na alimentação uma vez que o seu volume e valor nutricional aumentam consideravelmente.

O farelo de trigo:

O farelo de trigo contém a película, o gérmen e a camada de glúten, e é um alimento precioso da ração “húmida”.

As sementes de linho:

As sementes de linho não têm apenas um efeito favorável sobre as penas durante a muda, mas também em casos de dificuldade digestiva.

Grande fonte de ácidos graxos polinsaturados ómega 3 (75%) e ómega 6 (25%).

Enzimas digestivas. Estes ajudam a digestão e promovem o trânsito intestinal.

Vitamina E e vitaminas do complexo B.

Minerais: iodo, ferro, zinco, magnésio, cálcio, potássio, manganês, silício, cobre, níquel, crómio e fósforo, entre outros.

As sementes de girassol:

As sementes de girassol têm o mesmo efeito durante  muda. Constituem, de qualquer modo, um bom alimento, sobretudo quando podem ser cultivados na nossa horta. Permite baixar o preço da alimentação.

Casca de ostra: 

O Cálcio de Ostras é fonte de Vitamina D.

O Cálcio de Ostras é um suplemento mineral, fonte de cálcio biodisponível, zinco e magnésio, que desempenham um papel importante no desenvolvimento e manutenção dos ossos e tecidos calcificados, dentre outras funções no organismo da galinha bem como na formação da casca dos ovos. A Vitamina D é essencial para que ocorra a absorção de cálcio, sendo que o próprio organismo a produz perante a exposição solar.

Farinha de soja:

Rica em aminoácidos e proteínas, a soja possui: fósforo, potássio, ferro, zinco, cálcio e vitaminas B e E. Além disso, possui isoflavonas, substâncias que se assemelham a hormonios, muito bom para o crescimento e composição estrutural das galinhas.

Os legumes:

As folhas de beterraba vermelha são os mais apreciados de todos os legumes do quintal, mas os restos das acelgas, da alface, do espinafre e de todas as espécies de couves, são também bem-vindos, pois variam a ementa. No inverno as cenouras e as beterrabas muitas vitaminas e podem substituir o gérmen dos cereais que exigem mais trabalho. Além de, caso do alho e a cebola, actuarem contra os parasitas internos. Quem tem jardins com relva pode oferecer a relva cortada pois também é nutritivo sobretudo quando composta de trevo.

A urtiga:

A urtiga tem um lugar especial entre todos os alimentos, por causa da sua riqueza em sais minerais e em oligoelementos.

Não deve faltar na pasta durante o inverno. Corta-se exactamente antes da floração, retiram-se os caules, seca-se à sombra, mete-se em sacos arejados e dá-se reduzida a migalhas. Os rebentos jovens de urtiga, picados muito fino, são um alimento excelente par os pintos.

Para terminar, é preciso colocar sempre à disposição água fresca e limpa em quantidade suficiente nos bebedouros para que nunca falte sobretudo nos dias quentes de verão.

2 thoughts on “Galinhas em Modo Criação Biológico

  1. Eu gostaria de adquirir esta mistura de cereais e todos os componentes para frangas que têm uns 5 meses. são da raça das galinhas poedeiras, mas ainda não põem.

    1. Olá Lucinda! No mercado tem alimentação Biológica disponível para a criação de aves de capoeira. No nosso caso adquirimos na cadeia de lojas, Agriloja. Espero que consiga arranjar na sua localidade. Obrigado pelo seu comentário e disponha da nossa ajuda sempre que necessitar. Continuação de umas ótimas criações. Cumprimentos.

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