As Vantagens de Criar Galinhas Domésticas

Posted Leave a commentPosted in Outros Artigos
Ovo de Galinha Pedrês Portuguesa

As Vantagens na criação de Galinhas Pedrês Portuguesa na sustentabilidade das famílias bem como no eco-sistema

Estas são algumas das muitas vantagens que estas aves domesticadas pelos Humanos nos trazem no quotidiano.

  • Obtém-se fontes alternativas na alimentação para a família, através da carne e do ovo;
  • Utilizar os excrementos das galinhas, como fertilizante para a horta;
  • A carne de frango é recomendada na alimentação por conter taxas de calorias baixas, ideal para dietas;
  • O crescimento rápido das aves, permite um acelerado retorno do dinheiro gasto;
  • As Galinhas são aves fáceis de criar, cuidar, transportar e criam-se num curto espaço de tempo;
  • Com poucos custos é possível começar uma criação de galinhas familiar;
  • O ovo é o alimento mais completo na natureza, contem todos os aminoácidos, vitaminas e minerais (é no ovo que se forma um ser-vivo, o pinto);
  • A mão-de-obra familiar é o suficiente para manter a criação;
  • Sabe a origem da carne e dos ovos que está a comer;
  • Mantém o terreno limpo de ervas daninhas e outras pragas como insectos;
  • Comercializar o excedente, para colmatar os custos da criação;
  • Pode tornar-se um Hobbie familiar;
  • A relação das crianças com os animais ajuda a desenvolver habilidades sociais;
  • É considerado um dos melhores anti-stress.

Duas galinhas é o número suficiente para obter ovos frescos todos os dias para uma família de 4 pessoas;

Estas são algumas das muitas vantagens que estas aves domesticadas pelos humanos nos trazem no quotidiano.

Galinhas a comer os ovos?

Posted 2 CommentsPosted in Problemas e Resoluções nas Galinhas

A melhor forma de resolver um problema é primeiro saber a causa.

  • Uma das causas que provoca esse tipo de comportamento é défice de cálcio na alimentação. Recomenda-se adicionar suplementos de cálcio como por exemplo casca de ostra triturada e misturada com os cereais que lhes damos.
  • Por vezes as galinhas também comem os ovos porque adquiriram esse mau hábito. Devemos identificar qual ou quais as galinhas que tem esse comportamento e separar das restantes para não incutir esse tipo de comportamento no resto do bando.
  • Na tentativa de lhes retirar esse “vício” podemos colocar ovos falsos como por exemplo de madeira. As galinhas vão bicar e concluem que o ovo deixa de partir e perdem o hábito.
  • Por experiência própria, esvaziar um ovo fazendo um buraco e encher com picante ou mostarda também resulta, uma vez que o sabor é desagradável e acabam por perder o hábito.
  • Ainda assim existe uns óculos anti-bicagem que por sua vez torna-se infalível, tal como pode ser visto na imagem ao lado de uma das nossas galinhas Pedrês Portuguesa. Tivemos a experiência de que este método funcionou.

A importância dos ninhos.

Um número desproporcional de galinhas em relação ao ninho faz com que as galinhas ponham em qualquer lugar e causem momentos depois em que algumas das galinhas adotam o hábito de picar os ovos e comê-los. Tem que ter sempre um número de ninhos compatíveis com o número de galinhas existentes (aconselhável um ninho para 4 a 6 galinhas). Os ninhos são lugares que devem proporcionar momentos de privacidade bem como sossego às galinhas. Por isso, é melhor que sejam elevados a pelo menos 30 ou 40 centímetros do chão e que três das quatro paredes estejam fechadas para que as galinhas tenham o máximo de privacidade possível.

Raças de galinhas portuguesas ameaçadas!

Posted Leave a commentPosted in História - Galinha Pedrês Portuguesa, Outros Artigos

Um video datado de 7 de outubro de 2013, mas que continua a ser a realidade das nossas Galinhas Autóctones.

As quatro raças de galinhas tipicamente portuguesas estão classificadas como raras, com menos de 2 mil fêmeas em linha pura. Mas um programa de conservação e melhoramento lançado pela AMIBA, uma associação do Minho, tem tido resultados positivos. Apesar de continuarem particularmente ameaçadas, nos últimos anos, tem aumentado o número de criadores das galinhas Pedrês Portuguesa, Preta Lusitânica, Amarela e Branca, assim como o número de animais.

Fonte: Sic Notícias

Origem da Galinha Pedrês Portuguesa

Posted 2 CommentsPosted in História - Galinha Pedrês Portuguesa, Outros Artigos

A Origem

No artigo infra, datado de 1936, fala-se de uma Galinha Pedrês Portuguesa. Uma galinha padronizada que de nada vai ao encontro do padrão da raça definido nos dias de hoje. Neste artigo fala-se de uma galinha de crista romanisca e de tarsos brancos, o que nesta época efetivamente existiu.

Nos anos 40, Portugal foi fustigado por uma epidemia, já lhe chamavam a gripe das galinhas (podemos encontrar noticiado na mesma Gazeta em 1942). Essa gripe invadiu o nosso território no início do século XX (1910 a 1920) noticiada também na Gazeta das Aldeias.  Há mesmo quem diga que essa epidemia foi introduzida pela indústria avícola. Foram então introduzidos alguns exemplares vindos de Espanha, Itália e França.


Depois da irradiação total das Raças Nacionais, o Estado Português comprou uma quantidade absurda de galinhas e distribuiu por algumas zonas do país, mas as zonas mais remotas foram esquecidas.
Em 1959 foi encomendado à Estação Avícola Nacional (hoje extinta) um levantamento do que poderia restar das nossas raças e foi nessa altura que o Dr. Manuel Vestias descobriu a origem das raças autóctones.
Aí pode ver-se a caracterização das nossas 4 raças como são hoje em dia. 

Na região minhota ainda havia sinalizadas mais duas raças, a rosa ou salmão ou vermelha, mais pequena do que a amarela, mas de reflexos totalmente avermelhado. A parda era uma outra raça e não era mais do que uma Pedrês com amarelo com pintas preto.  Estas infelizmente já não existem e se existem não estão sinalizadas.

Os padrões da Galinha Pedrês Portuguesa que AMIBA hoje define são baseadas em documentação e artigos científicos que constam da bibliografia nos arquivos do Ministério de Agricultura Portuguesa.
Limitam-se a comprovar e comparar com estudos de caracterização morfológica, fenótipo e estudos genéticos, aquilo que já estava determinado por entidades estatais (Estação Avícola Nacional (agora extinta) hoje a DGAV.

 

Galinhas em Modo Criação Biológico

Posted 3 CommentsPosted in A alimentação das nossas galinhas em regime de Modo Criação Biológica

Alguns alimentos que podemos ter ao dispor das nossas galinhas podem ser facilmente cultivados. Na horta em modo de criação biológica, podemos semear por exemplo: o milho, o girassol, os legumes, as plantas aromáticas e ainda assim de qualquer modo, deve-se deixar crescer as urtigas que também são benéficas. Podemos também ter possibilidade de obter cereais de uma quinta de produção biológica ou biodinâmica (em Portugal temos a Herdade do Carvalhoso).  Nós fazemos a nossa própria mistura para a alimentação das galinhas Pedrês Portuguesa com base no valor nutricional de cada um dos cereais e não só:

O trigo:

É o cereal que as galinhas preferem, mais pela sua consistência agradável do que pelo seu gosto. Tem o mais alto teor da albumina entre todos os cereais, mas a cevada ultrapassa-o em certos pontos. Administrado sozinho e em abundância provoca diarreias.

O milho:

É um excelente alimento para todas as aves de capoeira. A sua proporção na ração não deve contudo ser muito alta porque engorda.

A cevada:

Rica em aminoácidos essenciais, tem um efeito favorável sobre a postura, o tamanho dos ovos, a muda das penas e o corpo. Posta de molho na véspera em cinco vezes o seu volume de água, aquecida em lume brando durante quatro horas, a cevada inchada é um elemento precioso da ração “húmida” e é melhor assimilada sob esta forma. Podemos prepará-la para vários dias e guardá-la no frigorífico.

A aveia:

Tem um grande valor energético, mas as galinhas não a apreciam muito devido à sua película. Gostam mais dos flocos de aveia. A vitamina E, que contém em abundância, favorece a fertilidade, a fecundação e tem um efeito muito positivo da eclosão. Os pequenos flocos de aveia é um excelente alimento para os pintos.

Os cereais germinados:

Todos os cereais podem ser postos a germinar quando, no inverno, não é possível substituir as verduras por qualquer outro alimento com o mesmo valor. Até o centeio, que as galinhas desdenham habitualmente, agrada-lhes uma vez germinado. Um terço da ração habitual deve ser posto de molho durante 24 horas, depois espalhado, por exemplo numa cesta de vime para a fruta, a uma temperatura ambiente de 15º a 20º C, com humidade constante. Os gérmens, que têm 1 a 2 cm, depois de 4 a 5 dias, estão prontos para serem servidos de banquete às galinhas. Para um fornecimento constante de cereais germinados, são necessários 5 a 6 cestas a fim de se fazerem semeadoras escalonadas. Os cereais germinados rentabilizam o custo na alimentação uma vez que o seu volume e valor nutricional aumentam consideravelmente.

O farelo de trigo:

O farelo de trigo contém a película, o gérmen e a camada de glúten, e é um alimento precioso da ração “húmida”.

As sementes de linho:

As sementes de linho não têm apenas um efeito favorável sobre as penas durante a muda, mas também em casos de dificuldade digestiva.

Grande fonte de ácidos graxos polinsaturados ómega 3 (75%) e ómega 6 (25%).

Enzimas digestivas. Estes ajudam a digestão e promovem o trânsito intestinal.

Vitamina E e vitaminas do complexo B.

Minerais: iodo, ferro, zinco, magnésio, cálcio, potássio, manganês, silício, cobre, níquel, crómio e fósforo, entre outros.

As sementes de girassol:

As sementes de girassol têm o mesmo efeito durante  muda. Constituem, de qualquer modo, um bom alimento, sobretudo quando podem ser cultivados na nossa horta. Permite baixar o preço da alimentação.

Casca de ostra: 

O Cálcio de Ostras é fonte de Vitamina D.

O Cálcio de Ostras é um suplemento mineral, fonte de cálcio biodisponível, zinco e magnésio, que desempenham um papel importante no desenvolvimento e manutenção dos ossos e tecidos calcificados, dentre outras funções no organismo da galinha bem como na formação da casca dos ovos. A Vitamina D é essencial para que ocorra a absorção de cálcio, sendo que o próprio organismo a produz perante a exposição solar.

Farinha de soja:

Rica em aminoácidos e proteínas, a soja possui: fósforo, potássio, ferro, zinco, cálcio e vitaminas B e E. Além disso, possui isoflavonas, substâncias que se assemelham a hormonios, muito bom para o crescimento e composição estrutural das galinhas.

Os legumes:

As folhas de beterraba vermelha são os mais apreciados de todos os legumes do quintal, mas os restos das acelgas, da alface, do espinafre e de todas as espécies de couves, são também bem-vindos, pois variam a ementa. No inverno as cenouras e as beterrabas muitas vitaminas e podem substituir o gérmen dos cereais que exigem mais trabalho. Além de, caso do alho e a cebola, actuarem contra os parasitas internos. Quem tem jardins com relva pode oferecer a relva cortada pois também é nutritivo sobretudo quando composta de trevo.

A urtiga:

A urtiga tem um lugar especial entre todos os alimentos, por causa da sua riqueza em sais minerais e em oligoelementos.

Não deve faltar na pasta durante o inverno. Corta-se exactamente antes da floração, retiram-se os caules, seca-se à sombra, mete-se em sacos arejados e dá-se reduzida a migalhas. Os rebentos jovens de urtiga, picados muito fino, são um alimento excelente par os pintos.

Para terminar, é preciso colocar sempre à disposição água fresca e limpa em quantidade suficiente nos bebedouros para que nunca falte sobretudo nos dias quentes de verão.